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Há horas assim

Livro em construção


Terça-feira, 17.12.19

Conversa para boi dormir

Já tinha percebido que por vezes, junto do sexo oposto, o meu sucesso, ou insucesso, é tanto, principalmente no que se refere aos temas por mim escolhidos para conversa que, a dadas tantas, elas estão a abrir a boca, de sono, de tédio, ou de ambas as coisas, mas a expressão brasileira para isto, há poucos dias, creio, atingiu o seu auge comigo, ainda que com animais distintos.

 

- Mas eu não levo o cavalo para casa!

 

Disse-me, assim, do nada, alguém que me escutava, atentamente, achava eu, que ouvia a minha “dissertação” interessantíssima acerca de como íamos “despistar” a avaria no nosso bólide.

 

Juro a pés juntos, em momento algum, durante este monólogo profícuo, mencionei o dito animal e, muito menos, em se levar, alegremente, um exemplar desta espécie, para um 3º andar, num prédio, sem elevador. Uma tarefa complicada não? Logo a começar pela falta do dito, do animal, do cavalinho!

 

Nesta “não escuta”, talvez por motivos de uma boa soneca, por onde é que andou a minha suposta interlocutora?

 

Não sei. Mas alguém lhe ofereceu um cavalo, disso, não tenho grandes dúvidas.

 

A razão tem razões que se desconhecem. Talvez fosse o seu subconsciente a dizer que, o cavalito, é um meio de locomoção mais viável do que o bólide que está sempre a ameaçar avariar, não?

 

- O que é que eu acabei de dizer?

 

Acrescentou, depois, a minha companhia, nesta, profunda conversa, existente entre nós os dois.

 

Fica para os especialistas encontrarem a lógica disto!

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Terça-feira, 05.11.19

Uma questão de cor(fobia)

Abro aqui parêntesis desde já para explicar os termos usados ao longo deste texto para definir uns e outros e, assim deste modo, para tentar não ser incorrecto com nenhum deles. Outrora uns aludiam aos outros como, o branco e, os outros, como o preto. Ora como tanto a uns como a outros isto passou a soar como uma forma de insulto, estes termos, actualmente não são, como direi, enfim, politicamente correctos e, se calhar bem, não são usados. Contudo, eu, pessoalmente, também não concordo com o termo, de cor negra, ou de origem africana, para definir o outro, o de cor diferente da minha, portanto, se é uma questão de cor da pele, então, usarei o termo mais apropriado, o de cor de pele negra.

 

Há uns anos, quando na Amadora, a minoria não era a maioria (atenção isto não é para ser lido como uma crítica, ou como uma espécie de nostalgia, mas apenas como uma constatação), no prédio onde morava um meu amigo, na Damaia, um casal, cuja cor da pele era negra, alugou uma casa. Eram os únicos nessas condições no prédio, todos os outros moradores eram de cor de pele branca.

Um dia a campainha dessa fracção avariou. O administrador, um dos vizinhos, ele próprio, resolveu prontamente a questão. Era o botão, o cá de fora, na porta do prédio, que tinha avariado. Como era apenas esse, comprou outro, substituiu o dito e pronto.

 

Até aqui, nada de errado, tudo banal, uma história sem história. Assim seria se, o diligente administrador, por uma questão económica, pelo menos a meu ver, não tivesse falhado redondamente, pois, num prédio velhinho, encontrar peças iguais às existentes, claro, torna-se uma tarefa muito difícil de concretizar e, pelos vistos, visivelmente, a olho nu, ele deparou-se com esse problema. Não querendo gastar muito dinheiro de certeza e, não encontrando um botão da mesma cor dos outros todos, branquinhos como a neve, colocou o único que encontrou, embora de cor diferente, imaginem, um botão preto, um botão que se destacava no meio dos outros todos!

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Quarta-feira, 16.10.19

Momento de glória

Um pouco da história.

 

Este blog tem como subtítulo “livro em construção”, mas nem sei se algum dia o deixará de ser!

 

É apenas um sítio onde gosto de registar momentos caricatos!

 

No início, pensei, crio o blog, escrevo umas coisas lá e, sem o divulgar a ninguém conhecido, apenas e só pela minha veia indesmentível para a escrita, este torna-se um sucesso!

 

Erro! Nada de nada de visitas!

 

Ai ele é isso! Pois bem, de quando em vez, que é como quem diz, um post ou outro, pimba, toca a ser partilhado pelos amigos do facebook! Coitados!

 

E assim fui escrevinhando como o personagem de um dos meus textos publicados aqui!

 

Um dia, já há alguns anos, o post, creio eu, “Na fita errada”, foi destacado pelo SAPO, quantas ao certo, não sei, já não me lembro muito bem, mas tive muitas visitas!

 

Agora há dias, mais um destaque e, este, foi, sem dúvida, o meu momento de glória!

 

Os meus agradecimentos ao Sapinho divulgador que me permitiu, pelo menos uma vez, a minha passagem de sapo a príncipe!

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Sexta-feira, 11.10.19

Dos sete pecados Capitais

Um deles está tão em voga ultimamente. A gula. Todos eles, capitais ou mortais. Forte. Mas não inibidor. Não sou especialista em teologia, portanto, em vez do termo pecado, prefiro, usar a expressão tentação, que presumo, está antes do dito pecado. Não sei, mas, cair em tentação, parece-me menos grave, ou pelo menos, parece que de algum modo temos atenuantes, não pecamos porque sim, fomos tentados. Enfim, pecar, ou cair em tentação, tecnicamente, deverá ser a mesma coisa, mas não há dúvida que uma soa melhor aos nossos ouvidos do que outra. E ainda existem os mandamentos. Seguramente muitos motivos para nos mantermos na linha. Mas estes últimos não são agora para aqui chamados.

E por muito que tentemos dissimular as nossas fraquezas, é um facto, algo em nós, nos denuncia de imediato.

E porque, é de nos mantermos na linha, exactamente, do que pretendemos falar, há uns tempos, eu mais um compincha, um colega de trabalho, com a acrescida cumplicidade de mais duas colegas, que ficaram a aguardar no escritório, fomos em missão, a um shopping, encomendar e trazer o almoço para nós os quatro. O que era podia-se ter pedido para ali se entregar, no escritório, mas a gula e, a poupança, falaram mais alto, assim, podíamos trazer duas pizzas enormes, apenas, pelo preço de uma. Dito e feito. O Shopping ficava perto, mas dada a urgência ditada pelos nossos estômagos, fomos de carrito. Este ficou no parque subterrâneo. A restauração ficava lá para cima e, portanto, elevador com eles. No regresso, com as duas caixinhas, debaixo do braço, que é como quem diz, dado o conteúdo, tinham que ir bem direitinhas, elevador com eles de novo, para baixo, rumo à carripana. A meio do percurso, no elevador, este parou num andar intermédio e, aí entraram dois a três jovens. O elevador cheirava a pizza quentinha por todo o lado e, desses jovens, um deles, era um pouco mais cheiinho. Adivinhem quem fez o seguinte comentário de olhos esbugalhados e quase a salivar?

- E são duas!!

- Estava a ver que tínhamos que defender com unhas e dentes as nossas meninas!

Comentou, a sorrir, o meu compincha, ao sair do elevador, no parque de estacionamento.

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Sexta-feira, 04.10.19

Os gatos deste tempo

Quem tem, ou já teve, como animal de companhia, ou de estimação, não sei bem o termo técnico ou politicamente correcto, um gatinho, sabe ao que me refiro quando se anda à procura dele pela casa toda, pelos seus esconderijos habituais e nada, de gato nem sombra e, assim, como por magia, quando lhe apetece, aí está ele, sabe-se lá vindo de onde, mas com um ar do género: Andaste à minha procura? Andas a ver mal! Eu estive sempre aqui!

Os telemóveis são a versão actual destes gatinhos, neste tipo de situações, só que estes, os telemóveis, não desaparecem sozinhos, mesmo debaixo do nosso nariz, não têm vontade própria, somos mesmo nós, que lhes damos sumiço de vez em quando.

Faço apenas uma ressalva, episódios destes, desde que sejam motivados apenas por um esquecimento, digamos, saudável, no final, fazem-nos sorrir, outros há que, pela repetição, podem ser preocupantes.

- Estou farta de ligar para si e não me atende.

Disse a filha ao entrar em casa dos pais à sua mãe.

- Não sei onde se meteu o telemóvel.

Pais idosos, portanto, a questão se não deram pelo toque, não merece novo reparo.

- Ok. Eu vou ligar para o seu telemóvel e, logo vai aparecer, quando o ouvirmos a tocar, damos pelo sítio onde ele se meteu.

Como se ele tivesse patinhas como os outros, os gatos, os verdadeiros, os referidos lá atrás, acrescento eu, que sou apenas o narrador.

- Estou a ouvir alguma coisa, mas aqui na sala não está, o som está muito sumido.

E dizendo isto, a filha, volta a ligar, a tentar identificar de onde vem o som e, seguindo este, chega à cozinha.

Liga novamente, intrigada, não conseguiu, mal ali chegou, logo, descobrir de onde vinha o som.

Volta a ouvir o telemóvel fujão a tocar e, espanto, abre a porta e ali está ele a tocar e a vibrar alegremente.

Dentro do frigorífico!

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