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Há horas assim

Livro em construção

Livro em construção

Há horas assim

30
Abr15

Uma “queda” com final feliz

correspondente

Ele tinha casado com a mulher dos seus sonhos. Com aquela miúda, agora mulher, lá do bairro, aquela de quem sempre tinha gostado.
Meia dúzia de meses depois, ou um ano ou dois depois, soube que ela o “traía”. Traía e logo com o fotógrafo, com aquele que tinha fotografado o casamento deles.
Matuta, matuta naquilo e, num acto de desespero, chega-se à janela, a uma janela de um 2º andar e saltou cá para baixo. Tentou matar-se.
Felizmente, ou os estendais da roupa dos vizinhos, ou um toldo de um café, um deles, ou os dois, pouparam-lhe a vida. Foi maltratado para o hospital, mas sobreviveu à queda.
Teve ainda uns tempos largos a restabelecer-se no hospital. O seu vizinho de quarto recebia regularmente, como é natural, a visita da sua esposa.
Aquando da alta do hospital, de mazelas, muito poucas, apenas um ligeiro coxear e, quanto ao sexo feminino, a causa de ali ter ido parar, estava “curado”. Tinha esquecido a mulher dos seus sonhos, a tal ponto, que tinha “roubado” a mulher do seu companheiro de quarto do hospital. Casaram e foram muito felizes!

29
Abr15

O (baldio) campo da bola

correspondente

… Finalmente acabo por chegar novamente às pedras. Eu sei, o ingénuo leitor já estava com a leve esperança de que as ia deixar sossegadas, mas não vai ser assim, é nesta fase que voltamos ao tema. Provado que está que o primeiro campo de “treinos” não nos satisfazia minimamente, impunha-se a procura de uma segunda opção, que foi rapidamente encontrada. Entre o colégio e a “fronteira” para lá da qual estava o “mundo campestre” existia uma faixa de terreno baldio com dimensões um pouco maiores que as do recreio dos “meninos queques”, apresentando um ligeiro contratempo, contratempo esse que se viria a tornar um “entretêm” igual ou pior que o da “Pedra”. Pelo menos passou a ser um problema a que ciclicamente voltávamos. O contratempo desse campo de “treinos”, era o facto de o terreno ser irregular, inclinado e cheio de pedras. Cá estão elas, as pedras! Mas um terreno embora irregular e inclinado, com algum trabalho pode ficar “direitinho” e quanto às pedras é só tirá-las, não? Foi dito e feito, toca a meter as mãos na massa e devidamente apetrechados, de enxada e picareta - ferramentas “emprestadas” dos nossos pais - aí estávamos nós a esburacar aquilo tudo. Sim, porque como todos devem saber, menos nós, principalmente a picareta, seria um instrumento óptimo para fazer buracos, mas para nivelar um terreno, nem tanto, talvez tivéssemos feito melhor em deixar essa “escavadeira” de lado. E as pedras? Essas pareciam que se multiplicavam, quantas mais tirávamos, mais apareciam. Enfim, para não dar parte fraca, quando não estávamos a “arranjar” esse esplêndido campo de futebol, por vezes, até lá jogávamos!

22
Abr15

Bairro de Santa Filomena

correspondente

Esta história foi-me contada, por alguém, que tal como eu, nunca está à espera que algo de mal lhe aconteça.
Mais uma vez, a jovem rapariga, ia fazer uma visita a seus pais, no Bairro de Santa Filomena. Desta vez, não teve boleia de carro e, seguia a pé.
No meio do percurso, quando ia absorta nos seus pensamentos, um indivíduo acercou-se dela e disse-lhe: “Isto é um assalto. Dá-me todo o dinheiro que tiveres!”
Perplexa, a jovem rapariga olhou para o indivíduo e disse-lhe:”Mas eu não tenho dinheiro comigo…” “Não?” respondeu-lhe o individuo ainda mais perplexo do que ela. “Não.”, confirmou a jovem rapariga e acrescentou: “Eu só venho fazer uma visita aos meus pais, que moram ali mais à frente.”
Desconcertado, o indivíduo meteu a arma no bolso e disse-lhe:”Então, sendo assim, deixa que eu te acompanhe até lá, que isto aqui é muito perigoso!?”

De: Mafarrica do Milharado

16
Abr15

Os Arcos

correspondente

… Mas, entretanto, sempre nos podia apetecer um joguinho antes do fecho da escola à tarde, por isso, um dos campos de “treino”, passou a ser os Arcos que davam acesso às traseiras embora não fosse grande alternativa pois num sítio tão pequeno só se podia jogar baliza a baliza, dois de cada lado, ficando alguns de fora impacientes por jogar também, o que atrapalhava o “desempenho” dos craques. Depois era preciso que nenhum carro estivesse estacionado lá debaixo, o que era raro e por último, se os guarda-redes do lado que dava para a rua eram “frangueiros”, ou a bola ia parar ao meio da estrada, ou então, com um bocado de azar ainda acertava em algum carro em movimento. Mas na maior parte do tempo o que acontecia era acertar em alguém que ia a passar ou então deixar a sua marca “indelével” nalgum carro estacionado por ali perto.

14
Abr15

O campo da bola no colégio dos queques

correspondente

… Vamos então aos nossos campos da bola!
Depois de passarmos as manhãs na escola pese embora os já mencionados episódios com a “Pedra”, não nos faltava o “engenho” para ocupar o tempo durante o resto do dia e, aqui que ninguém nos ouve, a estudar e a fazer trabalhos de casa é que não era. Entre inúmeras escolhas a que mais tarde voltarei, tínhamos a bola, mas faltava o campo. Porém, com um “recreio” mesmo ali à mão de semear, a “coisa” parecia fácil de resolver, por isso, com os portões do colégio particular abertos - as aulas nessa escola só acabavam lá para o meio da tarde - como eu ia dizendo, com os portões escancarados a convidarem a “invasão” lá passávamos de bola debaixo do braço defronte das janelas das salas de aula e pouco tempo depois aí estavam os “passa a bola”, seguidos de palavrões e dos “golooos”, gritados bem alto. Enfim, como seria de esperar, a “coisa” não durou muito e ao segundo ou terceiro dia fomos corridos e os portões passaram a estar fechados. Que abuso! Então aquele espaço não estava dentro dos nossos “domínios”? Tínhamos que encontrar uma alternativa, pelo menos, até à hora do fecho da escola, a partir do qual era só saltar a rede e desfrutar do nosso território” em pleno.

08
Abr15

A culpa é do Morto

correspondente

Corria o mês de Agosto. O sol brilhava em todo o seu esplendor e o calor fazia-se sentir, lá para os lados do Ribatejo.
A noiva, conduzia, alegre, mas apressada, ao encontro do Padre, para acertar os últimos pormenores do casamento.
Tudo parecia perfeito. Tínhamos chegado à Igreja e tudo indicava que o Padre esperava a noiva.
Havia que ser breve, pois ainda era preciso fazer a viagem de regresso.
Mas o inesperado aconteceu. O Padre não podia atender a noiva. Um paroquiano havia falecido e ele tinha que sair de imediato para realizar o funeral.
Foi então que a noiva indignada respondeu: “Não está certo, Sr. Padre, eu tinha marcado primeiro!”

Nota do Autor: Esta história passou-se na era pré-telemóvel.

De: Mafarrica do Milharado

04
Abr15

Os senhores Policias de “souvenir”

correspondente

Foi pouco depois dos atentados, dos cometidos em 11 Setembro de 2001, ou dos em 11 Março de 2004, ou dos em 7 Julho de 2005. Uma colega lá do trabalho foi passar férias a Londres. No seu regresso trouxe para todos nós, para os seus colegas, de lá, uma simpática lembrança, um polícia em miniatura, daqueles tipicamente britânicos, de capacete do género dos nossos polícias sinaleiros, só que uns são brancos e os de lá são pretos, uma miniatura do tipo das nossas minhotas para turistas levarem juntamente com o galo de Barcelos como recordação do nosso país.
Ainda até há pouco tempo esteve aqui, na sala, numa estante, bem ao lado de outra “força de segurança”, também típica desse país, é outra miniatura, mas neste caso, é um guarda do palácio da rainha. Digamos que estava bem guardado. Infelizmente, pelos vistos, a constituição física destes polícias, não querendo ser má-língua, não é das melhores. O senhor polícia de Londres caiu e ficou meio “danificado”. Um dia destes tenho que tratar dele, mas por enquanto, no activo, apenas está o guarda da rainha e, como rainha, por aqui, não há, este não me deve servir de nada.
Mas voltemos lá atrás, ao dia do regresso ao trabalho da nossa colega turista. Enquanto ia “distribuindo” a força policial pelos colegas, aproveitava para contar as suas peripécias, passadas lá por terras de sua majestade.
Já no final das novidades, acrescentou:
- E agora, no regresso, no aeroporto, nem estão bem a ver, por causa dos atentados, era polícia por todo o lado!
- Estamos a ver estamos! Estamos a ver que, como eram muitos, a X meteu uns tantos na bagagem e, depois da sua passagem por ali, lá ficou o efectivo policial um pouco mais reduzido!
Respondeu um dos colegas com um desses representantes da lei na sua mão.

01
Abr15

Os Putos

correspondente

Capítulo III
Os campos da bola

Antes de irmos directamente ao assunto em questão e após tanto “palavreado, talvez não fosse mal pensado começar por ir dando “forma” ao “nós”, os “obstinados” defensores de um minúsculo “rectângulo”. Não, não me refiro ao nosso Portugal, refiro-me aquelas já famosas “traseiras”. O grupo era composto por, um cão “comunitário” (o Poli) e uns 10 “putos” contando já com algum infiltrado ou traidor oriundo dos nossos inimigos. Existia um líder, um ou dois “tenentes” e o resto era a tropa “regular” e claro, “o nosso Curioso”, o coitado que estava sempre na “berlinda”. Quanto a miúdas, se existiam, e de facto existiam, na altura pouca atenção lhes dávamos, pelo menos fora de casa, pois com uma irmã dentro de portas que “remédio”, não havia nada a fazer.

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