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Há horas assim

Livro em construção

Livro em construção

Há horas assim

28
Mai15

Aquelas palavras sempre simpáticas do Senhor Eusébio

correspondente

… Outra das formas de “invasão” era praticada pelo Sr. Eusébio, um homem com cara de poucos amigos, uma “invasão” praticada mais propriamente pela sua mulher que vinha até aos prédios à procura de compradores para o leite das suas vacas - duas ou três - que pastavam no pequeno terreno onde o casal vivia. Terreno este que enquanto foi habitado pelo Sr. Eusébio - tal era o seu “bom” feitio – que mesmo quando começámos a percorrer aqueles campos todos os nossos limites ficavam nas imediações do Sr. Eusébio e das suas vacas. Não é que não tivéssemos tentado explorar o “sítio”, tentámos até mais de uma vez quase de certeza, mas as recepções “calorosas” do senhor devem-nos ter feito mudar de ideias ou adiar para mais tarde as “descobertas” por ali.

21
Mai15

Pura lã virgem ambulante

correspondente

Capítulo IV
O “campo” que vinha até nós

Os primeiros contactos que tive com esse longínquo “campo”, que aliás, estava logo ali ao lado, não foram fruto de “destemidas” explorações, não senhor! No início, não éramos nós que íamos à procura dele, ele é que vinha até nós. Foram diversas as formas dele nos “visitar”. Não me recordo se estas primeiras “visitas” eram diárias porém, logo pelas manhãs, começava-se a ouvir umas “campainhas, uns sons estranhos parecidos com “més”, cães a ladrar e um assobio de quando em vez, primeiro lá para os lados desse “mundo esquisito” e depois, se não estávamos enganados, bem em frente à nossa porta. O que seria aquilo? Vamos dar uma espreitadela? Com muita “cautela”, para não lhe chamar outra coisa, lá se abria um pouco a porta e ali, bem junto a ela, está um animal “mal cheiroso” ou pelo menos, com o seu encaracolado “casaco de lã” não muito limpo que interrompe o seu “pequeno-almoço” de ervas e fica a olhar para mim, com um ar tão espantado como o meu. Antes de fechar a porta - claro está, por mera precaução - ainda consegui ver que aquele “bicho” não estava sozinho, as traseiras tinham sido “invadidas” pela restante família daqueles animais de ar pouco “amistoso” (pelo menos no que diz respeito ao carneiro). Animais “invasores” que são afinal, vulgarmente conhecidos como um rebanho de ovelhas.

11
Mai15

Só para maiores de 18

correspondente

Aquela era mais uma das minhas visitas a uma amiga, que nunca viria a ser retribuída, mas enfim.
Naquele tempo, nem todos tínhamos viatura própria e portanto, a visita foi feita de transportes públicos. E onde eu morava, não havia transportes públicos directos para lado nenhum, pelo que nunca escapava de uma voltinha de camioneta e uma voltinha de metro, para chegar a algum sítio de jeito.
Conversa puxa conversa e as horas foram passando e já era quase uma hora da manhã. Hora do último metro, portanto toca a correr até à estação mais próxima, que era a da Rotunda, agora Marquês de Pombal.
Os corredores imensos até à estação, que já de dia eram pouco movimentados, àquela hora, não tinham ninguém.
Quando vou a meio do corredor, vejo vir na minha direcção, um indivíduo, de gabardine vestida. Chegou-se mais perto de mim e abriu-a.
Sem pensar no perigo e na realidade sem ver nada, parei e disse-lhe:”Se eu tivesse uma coisinha tão pequenina, tinha era vergonha e escondia-a, em vez de a mostrar!”
Sem mais demoras, o individuo fechou a gabardine e desatou a correr, corredor fora, para bem longe de mim!

De: Mafarrica do Milharado

05
Mai15

Aquelas enormes crateras

correspondente

… A inclinação mantinha-se mas agora, às irregularidades já existentes tínhamos acrescentado umas enormes crateras, que por exemplo, um daqueles treinadores muito “estrategas”, com toda a certeza, teria aproveitado para ocultar lá dentro um ponta-de-lança que surgiria, do nada, desde que possuísse para além do equipamento normal de um jogador de futebol, alguns apetrechos de alpinismo, absolutamente necessários para sair da cratera! Passe o exagero, a verdade é que aquilo era óptimo para umas nódoas negras e umas esfoladelas, isto para não falar nos tropeções e pontapés nas “famosas” pedrinhas. Por isso, o nosso campo da bola preferido, claro, era o “recreio” do colégio. Mas o outro, mesmo “intragável”, não é que por mais de uma vez tivemos que o defender dos nossos “inimigos” habituais, com unhas e dentes e à pedrada!? Para isso é que elas lá estavam…as pedras!

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