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Há horas assim

Livro em construção

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Há horas assim

29
Jan17

O algodão não engana

correspondente

Era o dia de ir à “inspecção”, de ir ao médico de trabalho. Normalmente era ao final do dia e aos pares. Naquele dia ia eu e um dos vendedores. Aquilo era um pouco deprimente. O consultório tinha assim, ao final do dia, no Inverno, um ar sombrio, um ar de museu, um ar de museu de cera, se estivesse por lá alguma das pacientes.

Estávamos ainda no escritório, eu e o vendedor, a “planear” essa ida ao final do dia, dizia ele meio a brincar:

- Então J lá vamos nós mais logo levar com os martelinhos?

O médico era neurologista e, para além de dar uma olhadela as análises e a outros exames, claro, não dispensava o uso dos martelinhos para testar os nossos reflexos, acho eu que era para isso, quero acreditar que não era pura tortura.

O nosso chefe ia a passar, ouviu aquilo e disse:

- Vocês gozam com os martelinhos mas olhem que o doutor com os ditos martelinhos descobriu que eu tenho um problema na cabeça! Eu e o vendedor olhámos um pra o outro, sorrimos de modo cúmplice, deixámos o chefe virar costas, entrar no seu gabinete e, quando ele não nos podia ouvir, exclamou o vendedor:

- Esta é boa! Para descobrir que ele tem um problema na cabeça, como está bom de ver, nem era preciso usar os martelinhos!

Concordei com ele.

 

Nota: Nada tenho contra o dito chefe. Tirando o facto de ser mais papista que o papa nos aumentos. O único defeito era esse mesmo, o de ser o nosso chefe.

28
Jan17

No melhor pano cai a nódoa

correspondente

Existe este tipo de homem em todo o lado, pelo menos um em cada bairro, mas seguramente mais do que um, daqueles para quem o seu carrinho é tudo, mais até que a própria esposa. Temos que ter cuidado ao passar perto do seu “irradiante” bólide. Nem um espirro é tolerado.

Um dia alguém meu conhecido sai de casa e a meio do caminho dá por falta de uma chave, de uma chave de outra casa, de uma chave que ia entretanto precisar. Volta atrás. Tem a escadas até ao 3º andar pela frente. Estas assustam-na. Está cansada. Liga para a filha. Para esta atirar a chave pela janela. Cá em baixo, no passeio onde aguarda, ao lado, está um tipo daqueles já mencionados. Está ao lado do seu adorado carrinho. Um ofuscante M. Está com um ar feliz e com uma camurça na mão, ou lá como se chama aquele pano, o pano para puxar o lustro ao amor da sua vida. Quase de certeza demorou, no mínimo, 3 horas naquela tarefa. E lá vem a chave por ali abaixo. Ela olha para cima. O homenzinho, curioso, olha também. A chave cai, cai e, pimba, mesmo em cima do tejadilho daquele “brinco” de quatro rodas.

Não, não teve um ataque de coração, o dito senhor, mas imaginem as diversas cores que a sua cara adquiriu alternadamente. Por outro lado, alguém, acho eu, ficou sem pinga de sangue, claro!

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