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Há horas assim

Livro em construção

Livro em construção

Há horas assim

16
Out19

Momento de glória

correspondente

Um pouco da história.

 

Este blog tem como subtítulo “livro em construção”, mas nem sei se algum dia o deixará de ser!

 

É apenas um sítio onde gosto de registar momentos caricatos!

 

No início, pensei, crio o blog, escrevo umas coisas lá e, sem o divulgar a ninguém conhecido, apenas e só pela minha veia indesmentível para a escrita, este torna-se um sucesso!

 

Erro! Nada de nada de visitas!

 

Ai ele é isso! Pois bem, de quando em vez, que é como quem diz, um post ou outro, pimba, toca a ser partilhado pelos amigos do facebook! Coitados!

 

E assim fui escrevinhando como o personagem de um dos meus textos publicados aqui!

 

Um dia, já há alguns anos, o post, creio eu, “Na fita errada”, foi destacado pelo SAPO, quantas ao certo, não sei, já não me lembro muito bem, mas tive muitas visitas!

 

Agora há dias, mais um destaque e, este, foi, sem dúvida, o meu momento de glória!

 

Os meus agradecimentos ao Sapinho divulgador que me permitiu, pelo menos uma vez, a minha passagem de sapo a príncipe!

11
Out19

Dos sete pecados Capitais

correspondente

Um deles está tão em voga ultimamente. A gula. Todos eles, capitais ou mortais. Forte. Mas não inibidor. Não sou especialista em teologia, portanto, em vez do termo pecado, prefiro, usar a expressão tentação, que presumo, está antes do dito pecado. Não sei, mas, cair em tentação, parece-me menos grave, ou pelo menos, parece que de algum modo temos atenuantes, não pecamos porque sim, fomos tentados. Enfim, pecar, ou cair em tentação, tecnicamente, deverá ser a mesma coisa, mas não há dúvida que uma soa melhor aos nossos ouvidos do que outra. E ainda existem os mandamentos. Seguramente muitos motivos para nos mantermos na linha. Mas estes últimos não são agora para aqui chamados.

E por muito que tentemos dissimular as nossas fraquezas, é um facto, algo em nós, nos denuncia de imediato.

E porque, é de nos mantermos na linha, exactamente, do que pretendemos falar, há uns tempos, eu mais um compincha, um colega de trabalho, com a acrescida cumplicidade de mais duas colegas, que ficaram a aguardar no escritório, fomos em missão, a um shopping, encomendar e trazer o almoço para nós os quatro. O que era podia-se ter pedido para ali se entregar, no escritório, mas a gula e, a poupança, falaram mais alto, assim, podíamos trazer duas pizzas enormes, apenas, pelo preço de uma. Dito e feito. O Shopping ficava perto, mas dada a urgência ditada pelos nossos estômagos, fomos de carrito. Este ficou no parque subterrâneo. A restauração ficava lá para cima e, portanto, elevador com eles. No regresso, com as duas caixinhas, debaixo do braço, que é como quem diz, dado o conteúdo, tinham que ir bem direitinhas, elevador com eles de novo, para baixo, rumo à carripana. A meio do percurso, no elevador, este parou num andar intermédio e, aí entraram dois a três jovens. O elevador cheirava a pizza quentinha por todo o lado e, desses jovens, um deles, era um pouco mais cheiinho. Adivinhem quem fez o seguinte comentário de olhos esbugalhados e quase a salivar?

- E são duas!!

- Estava a ver que tínhamos que defender com unhas e dentes as nossas meninas!

Comentou, a sorrir, o meu compincha, ao sair do elevador, no parque de estacionamento.

04
Out19

Os gatos deste tempo

correspondente

Quem tem, ou já teve, como animal de companhia, ou de estimação, não sei bem o termo técnico ou politicamente correcto, um gatinho, sabe ao que me refiro quando se anda à procura dele pela casa toda, pelos seus esconderijos habituais e nada, de gato nem sombra e, assim, como por magia, quando lhe apetece, aí está ele, sabe-se lá vindo de onde, mas com um ar do género: Andaste à minha procura? Andas a ver mal! Eu estive sempre aqui!

Os telemóveis são a versão actual destes gatinhos, neste tipo de situações, só que estes, os telemóveis, não desaparecem sozinhos, mesmo debaixo do nosso nariz, não têm vontade própria, somos mesmo nós, que lhes damos sumiço de vez em quando.

Faço apenas uma ressalva, episódios destes, desde que sejam motivados apenas por um esquecimento, digamos, saudável, no final, fazem-nos sorrir, outros há que, pela repetição, podem ser preocupantes.

- Estou farta de ligar para si e não me atende.

Disse a filha ao entrar em casa dos pais à sua mãe.

- Não sei onde se meteu o telemóvel.

Pais idosos, portanto, a questão se não deram pelo toque, não merece novo reparo.

- Ok. Eu vou ligar para o seu telemóvel e, logo vai aparecer, quando o ouvirmos a tocar, damos pelo sítio onde ele se meteu.

Como se ele tivesse patinhas como os outros, os gatos, os verdadeiros, os referidos lá atrás, acrescento eu, que sou apenas o narrador.

- Estou a ouvir alguma coisa, mas aqui na sala não está, o som está muito sumido.

E dizendo isto, a filha, volta a ligar, a tentar identificar de onde vem o som e, seguindo este, chega à cozinha.

Liga novamente, intrigada, não conseguiu, mal ali chegou, logo, descobrir de onde vinha o som.

Volta a ouvir o telemóvel fujão a tocar e, espanto, abre a porta e ali está ele a tocar e a vibrar alegremente.

Dentro do frigorífico!

02
Out19

Nem 8 nem 80

correspondente

Há dias encomendei online, um brinquedo, uma boneca de pano, ou de trapos, não para oferecer a uma criança, mas para uma senhora de idade avançada, a minha mãe e, quanto à entrega fiquei um pouco desiludido, não que tenha algo corrido mal, mas talvez por estar habituado, neste tipo de entregas, a horários mais curtos, mais específicos e não apenas a informação de que seria entregue no dia X e mais nada, o que realmente aconteceu, aí pelas 19 horas, logo, por acaso tinha disponibilidade, mas resultou em um dia inteiro à espera de uma boneca!

Então este episódio fez-me lembrar outro, outra entrega, com outra empresa desta área, de entregas ou distribuição, que em contrapartida, de modo eficiente e antecipado, aí com dois a três dias do dia previsto para a entrega, passe o exagero, me foi enviando, via e-mail, SMS, sinais de fumo etc., avisos e informação, cada vez mais pormenorizada, quase milimétrica quanto ao dia, à hora, ao minuto e ao segundo, acerca da previsão do momento dessa entrega. A coisa foi de tal forma que na hora, no minuto, no segundo, previstos, eu estava “ansiosíssimo” por essa entrega. Mas passou-se esse segundo, esse minuto, meia hora, da hora prevista e nada. Estranho. De repente, ou no e-mail, ou via SMS, cai a seguinte mensagem: “Passámos na morada indicada mas não se encontrava em casa para receber a encomenda e …”.

Não sei se o balão, o que foi enchendo, enchendo, com a multiplicação de tantos avisos, o balão de pura ansiedade para que a entrega se concretizasse rapidamente e pronto, se esvaziou num ápice, ou se explodiu de vez com aquela cretinice, alegarem que não estava em casa, quando há muito que eu já tinha quase estendida uma passadeira vermelha para tal ocasião, mas depois de tudo esclarecido, azar dos azares, de facto, a campainha da porta da rua, que provavelmente, até perto da hora, do minuto, do segundo, previstos para a entrega, estava a funcionar, mas por capricho, nesse preciso momento, resolveu não funcionar, não tocou, depois disso, aí passada uma meia hora, só para chatear, voltou a funcionar sem qualquer necessidade de algum tipo de reparação. Há horas, minutos, segundos, assim!

01
Out19

É bom sabermos que não somos os únicos

correspondente

Ficamos melhor quando descobrimos que não somos os únicos com algumas excentricidades, vulgo maluquices, como aquela minha, a de provar sempre um pouco da casca da laranja, tangerina ou afins, quando me preparo para comer algum desses citrinos. Ou aquela de miúdo, de esperar pacientemente, na cozinha, quando sabia que o acompanhamento da refeição ia ser batatas fritas, lá aguardava que aguardava que a minha mãe descascasse as mesmas, que as cortasse em palitos ou às rodelas e, depois lhes deitasse um pouco de sal por cima, para, enquanto iam e não iam para a fritadeira, eu (e a cúmplice da minha irmã) as íamos comendo mesmo assim, cruas e salgadas, creio até, que apesar de nos reprender, a nossa mãe já descascava umas tantas a mais a contar com isso!

Ontem, passou aqui por minha casa um amigo de longa data, tínhamos combinado sair, ir beber um café, pôr a conversa em dia, coscuvilhar, cortar na casaca, enfim, o passatempo preferido da maior parte de todos nós, embora não o admitamos, assim abertamente, contudo, também é certo e sabido de que muitos preferem mais aquela do tipo à janela bem ocultos pelas cortinas a coscuvilhar tudo o que se passa lá fora.

Bom, mas voltando ao ponto inicial, o que eu queria registar aqui, muito simplesmente, é que com essa visita constatei que, afinal não, não sou o único maluco, há mais e, se calhar muitos mais, cada um com a sua “mania”, ou mesmo mais que uma.

Então, como estava a aguardar uma entrega agendada para aquela altura, eu e o meu amigo não fomos à rua, desculpei-me e ofereci um café caseiro, o meu amigo aceitou, fui tirar o café e perguntei:

- Não queres açúcar pois não?

Já sabia que bebe o café sem açúcar.

- Não, obrigado, mas quero a colher na mesma.

E, assim, lá lhe servi a chávena de café, no respectivo pires e com a colher “exigida” e, lá observei o senhor a mexer o café com a colher, a mexer, a mexer, a misturar, no café, coisa nenhuma!

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