Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Há horas assim

Livro em construção

Livro em construção

Há horas assim

29
Jan15

Favas contadas

correspondente

Antes de me estender por aí fora, pelas linhas de mais esta historieta, deixo aqui a pergunta que me ocorreu agora mesmo e, para a qual não tenho uma resposta, pelo menos imediata, mas cá fica a dúvida “existencial”:
- Porque é que será que em noventa e nove por cento do que escrevo, passe a imprecisão da percentagem, propositadamente exagerada, entra sempre comida?
E esta não foge à regra!
Certo dia, as duas colegas, do trabalho, que normalmente traziam comida de casa, perguntam-nos, a mim e ao meu colega “habitué” na companhia para o almoço, onde é que estávamos a pensar ir almoçar. A pergunta não era despropositada. O nosso “leque” de restaurantes a visitar durante a semana era vasto.
- Por acaso hoje, não vamos muito longe, vamos mesmo ali em frente, hoje têm favas, porquê? Querem vir também?
Sim, ere isso mesmo, nem uma nem outra tinham trazido almoço.
Mas diz uma para a outra:
- Favas? Bom, eu não gosto muito de favas e, como tínhamos pensado em dividir a dose …
- Venha lá, come menos favas, não vai desistir agora, pois não?
Respondeu a outra colega. Preocupada com a poupança? Preocupada em ter que aturar os dois colegas sozinha? Ou preocupada em manter a linha?
Não sabemos. Apenas sabemos que foi um “tiro” ao lado. Não medio as consequências.
O almoço decorreu animado, nada como a companhia das senhoras para isso, para “dar mais vida” ao cinzento dia-a-dia do mundo masculino sem o sexo fraco a “girar á nossa volta”. Que tirada tão machista. O que era suposto ser um elogio mais parece um tique de egocentrismo masculino.
E já perto do final, dessa refeição bem acompanhada, já quando estou quase a pedir a sobremesa, diz o meu colega (pelos vistos mais observador) para uma das colegas:
- Então X, está “à pesca” na travessa aqui do J? Mas olhe que esses ossinhos que aí estão, não são sobras, já foram “roídos” pelo nosso colega e devolvidos do seu prato aí para dentro de novo!
Muito atrapalhada. Apanhada em flagrante:
- Sim? Vieram do prato do J? Não reparei! Mas ainda têm tanta carne agarrada! Pensei que eram sobras!
Estão a ver no que dá dividir uma dose de favas com alguém que não gosta de favas? Uma come a carne e a outra fica com as favas! Ou com os ossinhos do colega!
Que fome!
Naquele momento, não sei não, não sei se eu estava ali bem, mesmo al lado daquela colega faminta! O que me deve ter valido foram também as minhas poucas “carnes” dessa altura!

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub