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Há horas assim

Livro em construção

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Há horas assim

01
Fev21

Nascem ensinados

correspondente

A avó, que é quem a tem a seu cargo, abriu os estores do seu quarto. Não adiantou de muito pois ainda era de noite. Acendeu a luz.

 

Era ainda cedo. Meia-hora antes do normal. Ela mudou de creche. Está numa de acolhimento. A avó não tem a quem a deixar e a sua profissão não lhe permite ficar em casa com ela.

 

Ela, com dois anos e mais qualquer coisa, abriu os olhos.

 

Olhou para a avó e, ainda na sua linguagem própria, mas bem percetível, disse:

 

- Boa noite.

 

E voltou-se para o outro lado!

04
Out19

Os gatos deste tempo

correspondente

Quem tem, ou já teve, como animal de companhia, ou de estimação, não sei bem o termo técnico ou politicamente correcto, um gatinho, sabe ao que me refiro quando se anda à procura dele pela casa toda, pelos seus esconderijos habituais e nada, de gato nem sombra e, assim, como por magia, quando lhe apetece, aí está ele, sabe-se lá vindo de onde, mas com um ar do género: Andaste à minha procura? Andas a ver mal! Eu estive sempre aqui!

Os telemóveis são a versão actual destes gatinhos, neste tipo de situações, só que estes, os telemóveis, não desaparecem sozinhos, mesmo debaixo do nosso nariz, não têm vontade própria, somos mesmo nós, que lhes damos sumiço de vez em quando.

Faço apenas uma ressalva, episódios destes, desde que sejam motivados apenas por um esquecimento, digamos, saudável, no final, fazem-nos sorrir, outros há que, pela repetição, podem ser preocupantes.

- Estou farta de ligar para si e não me atende.

Disse a filha ao entrar em casa dos pais à sua mãe.

- Não sei onde se meteu o telemóvel.

Pais idosos, portanto, a questão se não deram pelo toque, não merece novo reparo.

- Ok. Eu vou ligar para o seu telemóvel e, logo vai aparecer, quando o ouvirmos a tocar, damos pelo sítio onde ele se meteu.

Como se ele tivesse patinhas como os outros, os gatos, os verdadeiros, os referidos lá atrás, acrescento eu, que sou apenas o narrador.

- Estou a ouvir alguma coisa, mas aqui na sala não está, o som está muito sumido.

E dizendo isto, a filha, volta a ligar, a tentar identificar de onde vem o som e, seguindo este, chega à cozinha.

Liga novamente, intrigada, não conseguiu, mal ali chegou, logo, descobrir de onde vinha o som.

Volta a ouvir o telemóvel fujão a tocar e, espanto, abre a porta e ali está ele a tocar e a vibrar alegremente.

Dentro do frigorífico!

16
Fev19

AM ou PM?

correspondente

- Vizinha, desculpe, é capaz de me dizer as horas?

 

Uma pergunta perfeitamente banal. Neste caso feita por outra vizinha, da sua janela, a quem passava na rua.

 

- São 7 horas vizinha.

 

Uma resposta normal a uma pergunta também idêntica.

 

- Desculpe vizinha, são 7 horas, mas da manhã ou da tarde?

 

E acabou aqui a normalidade!

11
Nov17

Damaia! Onde fica isso?

correspondente

Há muitos anos, um verdinho recruta, ou se calhar já com a recruta feita, a cumprir o serviço militar obrigatório em Viana do Castelo, pediu a transferência para Lisboa. Algo o chamava na capital, ou então, por outro lado, por vicissitudes da vida, naquela altura, era por nada o prender a Caminha, à sua terra natal, àquela terra que tanto recordou durante a sua vida, àquela vila que não queria voltar nessa altura e, da qual acabou por “aguçar” o interesse dos seus descendentes, ao ponto de, falo por mim, apesar de se contarem pelos dedos de uma mão as vezes que lá estive, sentir aquela vila como, não sei bem explicar, mas como o local de onde venho, a terra onde estão as minhas raízes, embora tenha nascido em Lisboa.

A transferência solicitada saiu. O capitão, imaginemos que era esta a patente, pois não sou muito entendido nos assuntos da “tropa”, Chamou-o e, com a ordem da transferência na sua frente, disse-lhe:

- Damaia. Saiu a resposta ao teu pedido, vais, ora deixa confirmar, Damaia, é isto mesmo, vais para um posto localizado neste sítio.

- Damaia! Mas isso fica onde?

Perguntou, meio perdido, o minhoto tropa.

- Deve ficar na zona de Lisboa, não foi para onde fizeste o teu pedido, para ires para Lisboa?

Responde, também meio perdido mentalmente no mapa de Portugal, outro, quase de certeza, minhoto, o capitão.

- Não quero ir. Eu pedi Lisboa. Sei lá onde fica essa Damaia.

Respondeu esse tropa de forma bastante inflexível na sua posição quanto a essa transferência para esse local não desejado, não por ter algo contra essa terra, apenas porque era uma ilustre desconhecida.

Fez o resto do serviço militar em Viana, no final do qual, voltou a Caminha e, pouco tempo depois, rumou a Lisboa.

Ironia das ironias, viveu, entretanto, depois de casar, mais de 50 anos, na “desconhecida” Damaia

Lembro-me bem daquele posto, aquele para onde o meu pai recusou a transferência, era um recinto vedado com uma casa e um depósito de combustível, na estrada militar, a caminho das portas de Benfica, de quem vinha da estação dos comboios da dita Damaia. Muitas e muitas vezes por lá passei a pé e de autocarro da Carris (de dois andares e verdinho) na companhia da minha irmã e da minha mãe, do meu pai, por ali, não me lembro de facto, de nos acompanhar, se calhar era um local que não gostava mesmo. Creio que não, o motivo era outro, normalmente aquelas idas eram aos dias de semana e, ele estaria por Lisboa, pela sua terra prometida, Lisboa, a trabalhar.

07
Set17

Assalto com Final Feliz

correspondente

Em tempos idos, fiz várias visitas a Madrid. E para ser franca, gostei mesmo muito, apesar de alguns “senãos”.

Gostei dos edifícios antigos, muito arranjados, gostei das avenidas largas, gostei dos museus, gostei da cidra fresquinha tirada na hora, à pressão…e os “senãos” foram a ausência de cestos para lixo nos cafés e os roubos constantes.

Numa das minhas últimas visitas, e porque me sentia muito à vontade, fui sozinha, desde os arredores, de comboio, visitar o Museo Reina Sofia, que adoro, pois tem várias pinturas de Salvador Dali.

Como naquela altura ainda não existiam (pelo menos por cá) os telemóveis, mas convinha-me não perder uma chamada telefónica, aderi a um serviço simples de utilizar em qualquer cabine telefónica.

Então, antes de entrar para o Museu, fui à cabine mais próxima, que por sinal era aberta, pousei a carteira numa prateleira e liguei para o meu telefone de casa.

Quando estou a desligar o telefone, oiço alguém gritar:”Señora, la cartera!”

Olhei para a prateleira e a carteira tinha desaparecido. Convém dizer que (estupidamente) tinha lá todo o dinheiro, para os dias que ia passar em Madrid.

Olhei de seguida, por sorte, para o lado certo e, vejo um rapaz a correr. Dei uma corrida e sem saber como, alcancei-o. E das duas, uma, ou ele corria pouco, ou eu estava muito bem para ir aos Jogos Olímpicos, e não sabia. Pelo menos, como foi há 40 Kgs atrás, era realmente capaz de correr mais do que agora.

Frente a frente, disse calmamente ao gatuno (ou seria só aprendiz de gatuno?):”Tenho nessa carteira todo o dinheiro para os dias que vou cá passar.”

O rapaz olhou para mim e surpreendido disse: “Ah, és portuguesa!” E de seguida deu-me a carteira com tudo o que estava lá dentro, dinheiro, inclusive!

E como se nada se tivesse passado, seguimos, cada um, calmamente, para seu lado.

 

De: Mafarrica no Milharado

13
Out16

Nestum com Mel

correspondente

Por vezes costumo pensar que a nossa vida é o que fazemos dela.

Contudo duma estadia prolongada no hospital, em princípio, nunca poderemos fazer nada de bom. Mas, às vezes, se calhar, até podemos!

Foi o que me aconteceu, em tempos, não muito longínquos, quando ao acordar de uma cirurgia, em vez de estar num quarto de recobro, me vi nos cuidados intensivos.

Apesar dos apitos insistentes, cujo barulho tanto me incomodavam e me faziam pensar:”Estes apitos devem significar que a pessoa está muito mal.,” e que afinal eram por minha causa e eu nem me apercebi, a estadia de cerca de três dias, até nem correu mal.

Não correu mal, porque eu recuperei rapidamente da falência respiratória, que me levou até lá.

Mas a “cereja no topo do bolo” foi o meu pequeno-almoço tardio, no último dia.

Logo de manhã, apercebi-me que um dos doentes comia Nestum com Mel, levado por um familiar e, de repente, senti um apetite devorador de Nestum com Mel.

Assim quando me perguntaram o que queria para o pequeno-almoço, respondi sem hesitar:

“Quero uma grande taça de Nestum com Mel.”

Surpreendida a auxiliar respondeu-me que não tinham, mas perante tanto “apetite”, ia ver o que podia fazer.

E não é que passado um bocado, a auxiliar me apareceu com tal grande taça de Nestum com Mel?

Nunca um pequeno-almoço me soube tão bem, pois nunca um desejo de um pequeno-almoço me tinha sido tão prontamente concedido, para além de que tanto apetite, só podia significar uma coisa: eu estava finalmente recuperada!

 

De: Mafarrica do Milharado

01
Set16

Motas e Afins

correspondente

Recentemente, por motivos alheios à minha vontade e que me causam uma certa preocupação, mas que não me são desagradáveis de todo, ando muito atenta a motas e seus respectivos condutores.

Numa das primeiras vezes que prestei mais atenção à mota e ao seu respectivo condutor, apreciei de forma positiva a mota, apreciei de forma positiva o condutor, para uns metros mais à frente, chegar à conclusão que se tratava do meu marido e da sua aquisição mais recente.

Nesta última vez, dei por mim a observar descaradamente um casal, que de capacetes nos respectivos braços, faziam compras numa grande superfície.

Ele, alto e forte, de ar durão e ela de longos cabelos louros, com ar de vamp, fizeram calmamente as suas compras e dirigiram-se para a saída, ao mesmo tempo que eu.

Ao observá-los, pensei logo que eu e o meu marido, não podíamos ser motoqueiros: a ele falta-lhe o ar de durão e a mim, o ar de vamp.

Enquanto arrumava o carrinho das compras e, porque não vi nenhuma mota por perto, segui-os, agora disfarçadamente pelo canto do olho, para ver para onde se dirigiam.

Foi então que ambos pararam junto daquele que eu calculei ser o seu meio de transporte e, por ali ficaram, de pé.

E, para minha grande surpresa, apesar de todo aquela aparência de durão e de vamp, o seu meio de transporte, era uma pequena motoreta!

Na realidade não os vi sentarem-se na motoreta que, pelo seu aspecto frágil, me deixou logo com uma primeira dúvida: seria mesmo aquele o seu veículo? E se fosse, aguentaria tal veículo com o peso do casal motoqueiro? E onde levariam as compras? E se realmente fosse aquela a sua “mota”, uma vez que não estava à vista mais nenhuma, uma vez montados, iria até muito longe?

Para além de a dúvida subsistir em relação ao casal e seu respectivo veículo, num sítio como este, o importante mesmo é termos um qualquer veículo para certas deslocações, uma vez que nem todos os caminhos são bons para andar a pé e as distâncias, muitas vezes, são grandes.

Ah e mais importante ainda, mesmo sem aparência de durão e de vamp, eu e o meu marido, certamente vamos conseguir passar por motoqueiros, que mais não seja, pela mota…quando estiver restaurada.

23
Jul15

Bolo de Aniversário - Para crianças dos 8 aos 80

correspondente

O meu marido fez anos por estes dias e eu não soube o que lhe oferecer. Ele gosta mesmo é de comprar ferramentas e esse tipo de coisas, eu não sei comprar.
Foi então que me lembrei de encomendar um bolo de aniversário na Pastelaria. Geralmente os bolos de aniversário são feitos em casa e ultimamente, tem sido o meu marido a fazê-los…
Como queria mesmo um bolo diferente dos que fazemos em casa e que tivesse tudo a ver com o meu marido, pedi para porem algo mais elaborado e que o surpreendesse. Não estava à espera é que surpreendesse também o empregado.
No dia de aniversário, quem foi buscar o bolo foi o meu marido, que não fazia ideia como é que este era.
Quando foi para o levantar, tudo parecia bater certo, até ao momento em que o empregado abriu a caixa. Muito surpreendido e desconfiado, este perguntou ao meu marido: “Este bolo é mesmo para si?””É.”, respondeu o meu marido. “Então deve ter sido trocado. Já aconteceu uma outra vez.” Disse o empregado já muito preocupado e mostrou-lhe o bolo. “Está a ver? É que este tem um boneco do Bob, o construtor, que é para crianças!”
O meu marido confirmou se o nome de quem tinha encomendado coincidia com o meu e mais conformado do que surpreendido, disse: “Não se preocupe, é mesmo para mim.”

De: Mafarrica do Milharado

02
Jul15

Caldas da Rainha – Amigos, “Comes e Bebes”

correspondente

De há uns tempos para cá, são várias as circunstâncias que me trazem à memória, bons momentos passados nas Caldas da Rainha, junto de verdadeiros amigos e muitas vezes, à volta de “comes e bebes”.
E, por muitas voltas que dê, a ideia é sempre a mesma. Conviver é sempre agradável; conviver à volta de uma “mesa”, é ainda mais agradável!
E se essa “mesa” estiver recheada de um bom repasto, então é “ouro sobre azul”.
Lembro-me logo de numa primeira visita a Caldas, esses meus amigos me terem desviado para uma espécie de bar, onde um dos “pontos altos”, era saborear uma chouriça preta assada (certamente acompanhada de um bom vinho).
Para além do convívio muito, muito agradável (a maior parte dos presentes não me conhecia e trataram-me como se fôssemos amigos desde sempre), esse petisco tornou-se inesquecível.
Lembro-me também de logo nos primeiros dias ter decorrido a “Festa do Sal” em Rio Maior, com muita comida e muita bebida e desses mesmos amigos me terem levado lá, é claro! Nessa altura pregaram até uma partida a uma das presentes, pedindo-lhe para fazer uma pose muito séria para uma fotografia, quando a ideia era apanharem também a senhora do lado, com um grande pedaço de frango a sair da boca.
Nessa altura, tive a oportunidade de provar o sal das salinas, mesmo ali nas salinas de Rio Maior.
É claro que para além dos “comes”, os “bebes” também eram importantes e então acho que não houve bar nenhum que os amigos não me tivessem levado, para eu provar as diferentes bebidas.
Mas o preferido, era mesmo em Caldas – “O Daiquiri”, onde à volta de uma pequena mesa se saboreavam as bebidas (sem exageros) e se jogava o “Trivial Pursuit”, mas com gestos.
Com o passar do tempo e ainda durante uns anos, ir a Caldas, passar uns dias, um fim-de-semana ou o fim-de-ano, tornou-se um hábito para mim.
E, então vêm-me à memória cenas interessantíssimas (algumas até hilariantes), como um simples fondue de peixe, saboreado durante várias horas, numa simples mesa de cozinha, à janela, mas com uma aura especial, a da amizade (que ainda hoje nos une, passados mais de vinte anos).
Ou aquela, em que na falta de mesa de jantar, puseram-se a toalha, os pratos, os talheres, os guardanapos directamente no chão e saboreou-se uma bela de uma ceia, como se estivéssemos na mesa mais requintada!
Lembro-me também das saladas de frutas do meu Colega e Amigo, quase com a fruta inteira, porque ele achava que se os pedaços fossem muito pequenos, a fruta deixava de ter sabor. Ou da critica que ele fazia às mulheres, porque enchiam demasiado as panelas com água, para cozinharem alguma coisa.
Isto sem esquecer aquele dia passado em Óbidos, com mais três amigos. Levávamos um saco grande tão cheio de sandes que dava para alimentar um Regimento. Mas o que é certo é que se comeram todas.
Dos “bebes” e sem álcool, ainda foi em Caldas que descobri a groselha com gasosa. Nunca tinha bebido antes e adorei. Aproveitei e “importei” a ideia para a zona de Mafra. Foi um sucesso!
Mas a “cereja no topo do bolo”, foi sem dúvidas, daquela vez em que uma das convivas, num fim-de-ano, levou um panelão cheio de “Coq au Vin” (receita de galo cozinhado com vinho tinto).
Este serviu para o jantar, pequeno-almoço do outro dia e de cada vez que alguém perguntava o que se ia comer na próxima refeição, a resposta era: “Coq au Vin”.
Confesso que apesar do “Coq au Vin” daquelas refeições estar muito bom, até hoje não me apeteceu voltar a comer “Coq au Vin”. E, já lá vão para mais de quinze anos!

(crónica publicada no “Jornal dos Sabores”

De: Mafarrica do Milharado

11
Mai15

Só para maiores de 18

correspondente

Aquela era mais uma das minhas visitas a uma amiga, que nunca viria a ser retribuída, mas enfim.
Naquele tempo, nem todos tínhamos viatura própria e portanto, a visita foi feita de transportes públicos. E onde eu morava, não havia transportes públicos directos para lado nenhum, pelo que nunca escapava de uma voltinha de camioneta e uma voltinha de metro, para chegar a algum sítio de jeito.
Conversa puxa conversa e as horas foram passando e já era quase uma hora da manhã. Hora do último metro, portanto toca a correr até à estação mais próxima, que era a da Rotunda, agora Marquês de Pombal.
Os corredores imensos até à estação, que já de dia eram pouco movimentados, àquela hora, não tinham ninguém.
Quando vou a meio do corredor, vejo vir na minha direcção, um indivíduo, de gabardine vestida. Chegou-se mais perto de mim e abriu-a.
Sem pensar no perigo e na realidade sem ver nada, parei e disse-lhe:”Se eu tivesse uma coisinha tão pequenina, tinha era vergonha e escondia-a, em vez de a mostrar!”
Sem mais demoras, o individuo fechou a gabardine e desatou a correr, corredor fora, para bem longe de mim!

De: Mafarrica do Milharado

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