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Há horas assim

Livro em construção

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Há horas assim

31
Dez17

Querido hoje estamos de Parabéns!

correspondente

- Senhor X não viu o meu marido aí na rua?

- Não!

- É um mandrião, mal lhe falei em me ajudar a lavar as janelas, desapareceu, apanhou-me distraída e saiu para a rua. Nem no dia de hoje fez um esforço!

- Hoje?

- Sim, hoje, eu e o meu marido fazemos anos de casados!

 

Eu acho que também fugia nestas circunstâncias! Lavar janelas no aniversário de casamento?? Só se esta senhora tinha algo em mente, algo que nos escapou, a mim e ao marido, alguma fantasia, alguma coisa mais erótica, que envolva janelas, água e afins, algo que não fosse para levar à letra!

28
Jan17

No melhor pano cai a nódoa

correspondente

Existe este tipo de homem em todo o lado, pelo menos um em cada bairro, mas seguramente mais do que um, daqueles para quem o seu carrinho é tudo, mais até que a própria esposa. Temos que ter cuidado ao passar perto do seu “irradiante” bólide. Nem um espirro é tolerado.

Um dia alguém meu conhecido sai de casa e a meio do caminho dá por falta de uma chave, de uma chave de outra casa, de uma chave que ia entretanto precisar. Volta atrás. Tem a escadas até ao 3º andar pela frente. Estas assustam-na. Está cansada. Liga para a filha. Para esta atirar a chave pela janela. Cá em baixo, no passeio onde aguarda, ao lado, está um tipo daqueles já mencionados. Está ao lado do seu adorado carrinho. Um ofuscante M. Está com um ar feliz e com uma camurça na mão, ou lá como se chama aquele pano, o pano para puxar o lustro ao amor da sua vida. Quase de certeza demorou, no mínimo, 3 horas naquela tarefa. E lá vem a chave por ali abaixo. Ela olha para cima. O homenzinho, curioso, olha também. A chave cai, cai e, pimba, mesmo em cima do tejadilho daquele “brinco” de quatro rodas.

Não, não teve um ataque de coração, o dito senhor, mas imaginem as diversas cores que a sua cara adquiriu alternadamente. Por outro lado, alguém, acho eu, ficou sem pinga de sangue, claro!

30
Jul16

Conversas (in) consequentes de café

correspondente

Dois estudantes, colegas de curso, naquelas alturas em que estavam sentados à mesa do café, cada um com a sua caneca de cerveja bem cheia à sua frente, ao lado de outras já vazias, enquanto as aulas a que deviam estar a assistir iam decorrendo, eles “versejavam” de tudo e mais alguma coisa. Tinham pontos de vista semelhantes. Um criticava algo e o outro dizia amém e vice-versa. E então, a faculdade, o curso, os professores, eram os alvos prediletos. Us colegas e as colegas, destes dois, também não escapavam. Era uma autêntica sintonia de opiniões, negativas, claro, as destes dois. Dentro dos colegas e das colegas, uma coleguinha, em especial, a X, então, coitada, era a preferida das críticas “acutilantes” dos dois compinchas.

Uns anos mais tarde, um deles recebeu um telefonema, era do outro. Queria saber do colega, do amigo, do compincha, queria convidá-lo para se encontrarem, para beberem alguma coisa, como nos bons velhos tempos, aqueles idos, os de estudante:

- Queres aproveitar a ocasião e vens passar um fim-de-semana comigo e com a minha esposa, cá abaixo, ao reino dos Algarves? Lembras-te de X, daquela nossa colega? Acabei por casar com ela!

Mal refeito da notícia, ainda assombrado, pergunta o outro, a querer desviar o curso da conversa, meio a brincar meio a sério:

- Mas o que é que estás a fazer aí para baixo? Não me digas que concluíste o curso e, estás por esse “reino” a exercer a tua profissão?

- É verdade! Lá acabámos aquilo, nós os dois, eu e a X e, encontrámos aqui emprego! E tu, o que andas a fazer?

Nada. Poderia ter sido a resposta deste colega de mesa de café. Deste colega que não passou do 1º ou do 2º ano do curso. Do curso que tanto disseram mal. Quanto à colega X, não sei se este também teria um fraquinho por ela, mal disfarçado, mas, claro, na impossibilidade da divisão do corpo e da alma, em suma do ser, sem graves consequências da integridade física da mesma, esta só poderia ter casado com um deles! 

30
Abr15

Uma “queda” com final feliz

correspondente

Ele tinha casado com a mulher dos seus sonhos. Com aquela miúda, agora mulher, lá do bairro, aquela de quem sempre tinha gostado.
Meia dúzia de meses depois, ou um ano ou dois depois, soube que ela o “traía”. Traía e logo com o fotógrafo, com aquele que tinha fotografado o casamento deles.
Matuta, matuta naquilo e, num acto de desespero, chega-se à janela, a uma janela de um 2º andar e saltou cá para baixo. Tentou matar-se.
Felizmente, ou os estendais da roupa dos vizinhos, ou um toldo de um café, um deles, ou os dois, pouparam-lhe a vida. Foi maltratado para o hospital, mas sobreviveu à queda.
Teve ainda uns tempos largos a restabelecer-se no hospital. O seu vizinho de quarto recebia regularmente, como é natural, a visita da sua esposa.
Aquando da alta do hospital, de mazelas, muito poucas, apenas um ligeiro coxear e, quanto ao sexo feminino, a causa de ali ter ido parar, estava “curado”. Tinha esquecido a mulher dos seus sonhos, a tal ponto, que tinha “roubado” a mulher do seu companheiro de quarto do hospital. Casaram e foram muito felizes!

05
Mar15

Que queridos sobrinhos

correspondente

A sobrinha aí com 4 ou 5 anos faz hoje anos. Vai ter uma festa de aniversário no espaço que o pai tem como negócio para esse efeito. Um espaço para festas de miúdos. Espaço onde a tia costuma dar uma mão aos fins-de-semana.
Umas horas antes da festinha, num almoço de família, pergunta a sobrinha à sua a tia:
- Vais à minha festa, não vais tia?
- Isso é um convite oficial para ir à tua festa?
Perguntou a tia toda enternecida com aquela preocupação da menina.
- Não. Só queria saber se estavas lá hoje a trabalhar. Assim o meu pai não tinha que trabalhar tanto na minha festa.

O sobrinho, aí de uns 7 a 8 anos, pergunta à tia se pode ir com ele e com a mãe até à casa deles.
- Posso. Mas para quê?
Perguntou a tia toda curiosa.
- Precisava de ajuda nos trabalhos de casa.
Respondeu ele.
- Mas se calhar eu não sou a melhor ajuda para isso.
Disse a tia admirada com o pedido. Admirada mas contente com a preferência do sobrinho entre ela e a mãe dele.
- A minha mãe ajuda. Tu lavas a loiça e assim a minha mãe tem mais tempo para me ajudar.
Respondeu o querido sobrinho.

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