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Há horas assim

Livro em construção

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Há horas assim

28
Mar14

Fora de horas

correspondente

Esta mania de se querer fazer muitas coisas ao mesmo tempo, o de andarmos muito ocupados, não é um exclusivo dos dias de hoje. Confesso, até eu, que censuro essa falta de tempo generalizada, em tempos idos, já caí nesse pecado, não muito original, o de andar muito atarefado. A um trabalho, durante o dia e, à escola, à noite, lembrei-me de juntar, também à noitinha, uma formação profissional. Enfim, uma loucura, um corre-corre, em que cada coisa se localizava, não nos quatro cantos do mundo, mas para lá caminhava (ou pelo menos assim o parecia).

Um certo dia, ou mais propriamente, uma certa noite, acabadinho de chegar à escola, o “término” dessa lufa-lufa diária, a correr pelos corredores vazios, rumo à sala de aulas, oiço um “toque” e, penso para com os meus botões: É o segundo toque de entrada, por isso é que isto está tão vazio, já estão todos dentro das salas. Após uma eternidade, finalmente, chego junto à porta da sala onde tenho, segundo o meu horário, naquele tempo, uma aulinha de Geografia. Bato à porta, abro, olho para a professora, confirmo que é a de Geografia, aquele ar “sólido”, os seus óculos interrogadores e o carrapito (ou lá como se chama aquilo), não enganam e, depois de dar as boas-noites, pergunto: Posso? Sem aguardar a resposta, entro, dirijo-me para o meu lugar e sento-me. A sala está em silêncio (ou ficou), olho para a minha colega de carteira, está a olhar para mim de boca aberta, olho em volta, a turma inteira está a olhar e, por último, olho para a professora, que, à semelhança dos meus colegas, está estupefacta a olhar para a minha pessoa. Contudo, um segundo depois e, já refeita do espanto, mas ainda com os olhinhos pregados em mim, fala para o restante “auditório”: Podem sair!

O “toque” que eu tinha ouvido, momentos antes de entrar na sala, não era nem o primeiro, nem o segundo toque, para entrar, era o toque de saída. A aula tinha acabado, precisamente, naquele momento. Eu entrei, meio esgrouviado, exactamente, no final da aula, convencido que a aula tinha começado há pouco tempo!

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